Helena Vaz Pereira
Presença habitual nos bastidores da ModaLisboa, a hairstylist e diretora criativa do GriffeHairstyle assinou agora, com L’Oréal Professionnel, o primeiro desfile do evento dedicado a visuais de cabelo. Em entrevista, Helena Vaz Pereira fala sobre o seu percurso, a coleção VESTE-ME e as tendências da próxima estação.
Profissional desde 1985, Helena Vaz Pereira é uma das hairstylists mais reconhecidas do país. Fundou o seu salão, GriffeHairstyle, em 1993 e hoje lidera uma equipa de 18 pessoas. Ao longo da carreira, juntou o trabalho de salão com a moda, o teatro, os editoriais e a publicidade. Formou-se em Portugal e nas academias internacionais Vidal Sassoon, Toni & Guy e Mahogany. Colabora com a ModaLisboa e o Portugal Fashion desde 1993 e foi distinguida dois anos consecutivos como Melhor Cabeleireiro nos Fashion Awards Portugal.

A sua ligação à L’Oréal Professionnel também é longa. Foi embaixadora da marca entre 2012 e 2023 e regressou em 2026 como Pro Influencer. Foi nesse contexto que, a 11 de outubro, apresentou na ModaLisboa o desfile Helena Vaz Pereira powered by L’Oréal Professionnel, o primeiro do evento em que o cabelo foi o protagonista. No Pátio da Galé, a coleção VESTE-ME partiu de cortes clássicos, executados com rigor técnico e transformados pela forma, pela textura, pelo movimento e pela cor, para mostrar que é o cabelo que veste a pessoa.
Como descreve o seu percurso enquanto cabeleireira profissional em Portugal e como chegou à parceria com L’Oréal Professionnel?
Comecei a trabalhar na profissão aos 16 anos. Comecei com outros mestres e com outros professores, fiz o meu curso e fui crescendo. Logo ao início, percebi que a formação era importante e, depois de me formar em Portugal, fiz formação lá fora. Foi sempre uma coisa natural. Ser hairstylist era a minha paixão, e foi por isso que lutei. Nunca ambicionei ter um salão; aconteceu naturalmente, como tudo tem acontecido. Abri o meu salão: éramos poucos, mas fomos crescendo, pois, para mim, a equipa e a formação sempre foram fundamentais para trabalhar na nossa área. À medida que fomos crescendo, uma das coisas que sempre adorei foi a moda ligada aos cabelos, e também isso aconteceu naturalmente. Comecei por integrar uma equipa, como assistente de uma pessoa que fazia desfiles, e adorei. Depois, comecei a fazer os meus e, agora, aqui com L'Oréal Professionnel há muitos anos.

O que simboliza o cabelo numa Fashion Week?
O cabelo é fundamental, porque um desfile é sempre uma história de um designer que se vai contar. O cabelo faz parte de toda a imagem que queremos passar, neste caso, que o designer quer passar. E não é só a importância da roupa; isto é um trabalho de equipa e é tudo pensado e testado antes. Temos de procurar o conceito, porque muitas vezes os designers sabem a história e sabem da roupa, mas não sabem de cabelos. O nosso objetivo é sempre ir ao encontro do que o designer imagina, dentro do que é possível. E é esse percurso e essa procura que é muito estimulante na nossa profissão. Os desafios são muitos, porque há uma imagem que se busca, mas cada cabelo é um cabelo. Chegando ao backstage, tens um cabelo curto ou tens um cabelo naturalmente ondulado e tens de ter a capacidade de te adaptares e de conseguires transpor essa imagem que se quer passar.

Foi o primeiro desfile da ModaLisboa em que o cabelo é o protagonista. O que significa para si assinar este momento?
É uma grande responsabilidade e é mesmo um grande desafio. Mas, como gosto de desafios, fiquei super feliz. Na verdade, no início foi só entusiasmo; depois, quando pensei mais a sério, perguntei-me: “Onde é que eu me fui meter?” Mas é uma coisa boa. O cabelo normalmente faz parte da imagem do designer e do conceito que ele quer; aqui, é um bocadinho o inverso e o protagonista passa a ser o cabelo. A minha preocupação começou logo no início, com a pergunta “como é que vou fazer isto?” Fez-me pensar em tudo ao contrário, porque não é a roupa, é o cabelo que tem de fazer a história e tem de ser o protagonista. Foram muitas horas, mas foi muito estimulante e incrível. Adorei.
Como surgiu o conceito de VESTE-ME e qual foi a ideia que quis transmitir através deste desfile?
O conceito desta coleção, VESTE-ME, foi pensado porque o cabelo, na minha forma de ver, dá personalidade. Ou seja, é a tua primeira imagem, sobrepõe-se à roupa e vai dependendo do teu estado de espírito. O cabelo é o primeiro impacto. Sem dizeres nada, quando chegas, alguém cria uma ideia sobre ti. É uma forma de comunicação, de atitude e de personalidade. São o corte, a cor, o styling, a forma como te apresentas e o cabelo que te dão esse carácter e essa personalidade. É nisso que eu acredito, e é essa a realidade dos meus anos de experiência. Foi esse o meu ponto de partida: o que é que o cabelo transporta. Trabalho há tantos anos e sei que o rigor do corte, da cor e do styling é fundamental para teres a tua imagem como protagonista. Daí dizer que é o cabelo que te veste.

Que tendências de cabelo acredita que vão marcar a próxima estação?
Eu diria os bobs, os cabelos mais curtos e os pixies, mas, por outro lado, também o modern shag, ou seja, mais comprido, mas muito mais escadeado. As texturas naturais regressam em força. Até aqui, tínhamos looks muito slick, tudo muito liso, muito agarrado. Agora não. Começas a assumir a tua natureza e até a explorar volumes e formas como o blowout. É uma tendência que eu adoro e que faz mais sentido. Mas diria que não há tendências: há formas de explorares a tua imagem com a natureza do teu cabelo e, obviamente, com a confiança no teu hairstylist.
Mais alguma mensagem em especial que queira passar?
A mensagem que eu gostaria de passar com este desfile é que todos os meus colegas hairstylists se inspirassem e que, de alguma forma, ele conseguisse ser um veículo para eles terem vontade de fazer coisas diferentes no dia a dia. Eu acho que é super importante, porque, hoje em dia, a consumidora que te procura tem muitas referências e gosta de coisas novas. Queria que fosse inspirador e que ajudasse os outros profissionais a perceberem que temos uma profissão linda e a não terem medo de arriscar, de fazer e de crescer com formação.

Profissional desde 1985, Helena Vaz Pereira é uma das hairstylists mais reconhecidas do país. Fundou o seu salão, GriffeHairstyle, em 1993 e hoje lidera uma equipa de 18 pessoas. Ao longo da carreira, juntou o trabalho de salão com a moda, o teatro, os editoriais e a publicidade. Formou-se em Portugal e nas academias internacionais Vidal Sassoon, Toni & Guy e Mahogany. Colabora com a ModaLisboa e o Portugal Fashion desde 1993 e foi distinguida dois anos consecutivos como Melhor Cabeleireiro nos Fashion Awards Portugal.

A sua ligação à L’Oréal Professionnel também é longa. Foi embaixadora da marca entre 2012 e 2023 e regressou em 2026 como Pro Influencer. Foi nesse contexto que, a 11 de outubro, apresentou na ModaLisboa o desfile Helena Vaz Pereira powered by L’Oréal Professionnel, o primeiro do evento em que o cabelo foi o protagonista. No Pátio da Galé, a coleção VESTE-ME partiu de cortes clássicos, executados com rigor técnico e transformados pela forma, pela textura, pelo movimento e pela cor, para mostrar que é o cabelo que veste a pessoa.
Como descreve o seu percurso enquanto cabeleireira profissional em Portugal e como chegou à parceria com L’Oréal Professionnel?
Comecei a trabalhar na profissão aos 16 anos. Comecei com outros mestres e com outros professores, fiz o meu curso e fui crescendo. Logo ao início, percebi que a formação era importante e, depois de me formar em Portugal, fiz formação lá fora. Foi sempre uma coisa natural. Ser hairstylist era a minha paixão, e foi por isso que lutei. Nunca ambicionei ter um salão; aconteceu naturalmente, como tudo tem acontecido. Abri o meu salão: éramos poucos, mas fomos crescendo, pois, para mim, a equipa e a formação sempre foram fundamentais para trabalhar na nossa área. À medida que fomos crescendo, uma das coisas que sempre adorei foi a moda ligada aos cabelos, e também isso aconteceu naturalmente. Comecei por integrar uma equipa, como assistente de uma pessoa que fazia desfiles, e adorei. Depois, comecei a fazer os meus e, agora, aqui com L'Oréal Professionnel há muitos anos.

O que simboliza o cabelo numa Fashion Week?
O cabelo é fundamental, porque um desfile é sempre uma história de um designer que se vai contar. O cabelo faz parte de toda a imagem que queremos passar, neste caso, que o designer quer passar. E não é só a importância da roupa; isto é um trabalho de equipa e é tudo pensado e testado antes. Temos de procurar o conceito, porque muitas vezes os designers sabem a história e sabem da roupa, mas não sabem de cabelos. O nosso objetivo é sempre ir ao encontro do que o designer imagina, dentro do que é possível. E é esse percurso e essa procura que é muito estimulante na nossa profissão. Os desafios são muitos, porque há uma imagem que se busca, mas cada cabelo é um cabelo. Chegando ao backstage, tens um cabelo curto ou tens um cabelo naturalmente ondulado e tens de ter a capacidade de te adaptares e de conseguires transpor essa imagem que se quer passar.

Foi o primeiro desfile da ModaLisboa em que o cabelo é o protagonista. O que significa para si assinar este momento?
É uma grande responsabilidade e é mesmo um grande desafio. Mas, como gosto de desafios, fiquei super feliz. Na verdade, no início foi só entusiasmo; depois, quando pensei mais a sério, perguntei-me: “Onde é que eu me fui meter?” Mas é uma coisa boa. O cabelo normalmente faz parte da imagem do designer e do conceito que ele quer; aqui, é um bocadinho o inverso e o protagonista passa a ser o cabelo. A minha preocupação começou logo no início, com a pergunta “como é que vou fazer isto?” Fez-me pensar em tudo ao contrário, porque não é a roupa, é o cabelo que tem de fazer a história e tem de ser o protagonista. Foram muitas horas, mas foi muito estimulante e incrível. Adorei.
Como surgiu o conceito de VESTE-ME e qual foi a ideia que quis transmitir através deste desfile?
O conceito desta coleção, VESTE-ME, foi pensado porque o cabelo, na minha forma de ver, dá personalidade. Ou seja, é a tua primeira imagem, sobrepõe-se à roupa e vai dependendo do teu estado de espírito. O cabelo é o primeiro impacto. Sem dizeres nada, quando chegas, alguém cria uma ideia sobre ti. É uma forma de comunicação, de atitude e de personalidade. São o corte, a cor, o styling, a forma como te apresentas e o cabelo que te dão esse carácter e essa personalidade. É nisso que eu acredito, e é essa a realidade dos meus anos de experiência. Foi esse o meu ponto de partida: o que é que o cabelo transporta. Trabalho há tantos anos e sei que o rigor do corte, da cor e do styling é fundamental para teres a tua imagem como protagonista. Daí dizer que é o cabelo que te veste.

Que tendências de cabelo acredita que vão marcar a próxima estação?
Eu diria os bobs, os cabelos mais curtos e os pixies, mas, por outro lado, também o modern shag, ou seja, mais comprido, mas muito mais escadeado. As texturas naturais regressam em força. Até aqui, tínhamos looks muito slick, tudo muito liso, muito agarrado. Agora não. Começas a assumir a tua natureza e até a explorar volumes e formas como o blowout. É uma tendência que eu adoro e que faz mais sentido. Mas diria que não há tendências: há formas de explorares a tua imagem com a natureza do teu cabelo e, obviamente, com a confiança no teu hairstylist.
Mais alguma mensagem em especial que queira passar?
A mensagem que eu gostaria de passar com este desfile é que todos os meus colegas hairstylists se inspirassem e que, de alguma forma, ele conseguisse ser um veículo para eles terem vontade de fazer coisas diferentes no dia a dia. Eu acho que é super importante, porque, hoje em dia, a consumidora que te procura tem muitas referências e gosta de coisas novas. Queria que fosse inspirador e que ajudasse os outros profissionais a perceberem que temos uma profissão linda e a não terem medo de arriscar, de fazer e de crescer com formação.


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